MARINHA GRANDE RECEBEU JORNADAS DE PROTEÇÃO CIVIL PARA O SETOR SOCIAL
O Auditório da Resinagem, na Marinha Grande, acolheu no dia 27 de abril de 2026 as Jornadas de Proteção Civil para o Setor Social, uma iniciativa integrada num conjunto de sessões a decorrer em vários concelhos do distrito de Leiria, entre abril e maio, com o objetivo de reforçar a articulação entre os municípios, a Proteção Civil, a Segurança Social e o setor social.
Dirigidas a instituições particulares de solidariedade social (IPSS), estruturas residenciais para pessoas idosas, creches, centros de dia, respostas sociais na área da deficiência, equipas de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo, bem como a técnicos, dirigentes do setor social, autarcas, agentes de proteção civil, forças de segurança e voluntários, as jornadas visam capacitar as respostas sociais para atuação em cenários de emergência, com especial enfoque nos incêndios rurais e florestais e na proteção das populações mais vulneráveis.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, sublinhou que o concelho é um território particularmente exposto a situações extremas, recordando episódios marcantes como incêndios, intempéries severas e outras ocorrências recentes. O autarca destacou que estas realidades reforçam a necessidade de uma atuação articulada entre todas as entidades envolvidas, defendendo que a antecipação, o planeamento e a cooperação são determinantes para garantir respostas eficazes e um socorro imediato às populações sempre que necessário.
O diretor do Centro Distrital da Segurança Social, João Paulo Pedrosa, destacou que a proteção das pessoas afetadas em contexto de emergência só é possível através de um trabalho conjunto, salientando que nenhuma entidade atua de forma isolada. Sublinhou a importância da integração e partilha de informação, referindo que a atuação da Segurança Social visa garantir apoio célere e ajustado, sempre em articulação com os municípios e a restante estrutura de proteção civil.
Por sua vez, o 2.º Comandante Regional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Ricardo Costa, evocou diversos contextos críticos vividos pela região nos últimos anos. O responsável salientou que estes episódios demonstram a necessidade de melhoria contínua das respostas, sublinhando que iniciativas como estas jornadas evidenciam que, reconhecendo forças e fragilidades, é possível atuar em conjunto e fazer a diferença na proteção das populações.
A vereadora da ação social da Câmara Municipal da Marinha Grande, Carla Santana, destacou a importância destas jornadas para o setor social, sublinhando que a proteção das populações mais vulneráveis exige planeamento, capacitação e articulação permanente entre o município, as instituições e os serviços do Estado. A autarca salientou que a preparação prévia e o trabalho em rede são fundamentais para garantir respostas rápidas, humanizadas e eficazes, sobretudo em cenários de crise prolongada.
Seguiu-se um painel dedicado ao Plano Municipal de Proteção Civil, apresentado pelo Coordenador Municipal de Proteção Civil da Marinha Grande, Pedro Borges, que destacou o papel central do cidadão enquanto principal agente de proteção civil, alertando para a crescente dependência das respostas públicas e para a necessidade de reforçar a capacidade de entre-ajuda da sociedade. Enfatizou ainda que o Plano Municipal é um instrumento conceptual essencial para orientar a preparação e a resposta em situações de emergência.
No âmbito do papel da Segurança Social, Elisabete Moita e Delfina Chita sublinharam que a proteção civil se constrói com base na confiança entre entidades e na partilha de informação. Destacaram o trabalho desenvolvido na região, designadamente através de centenas de visitas realizadas nos concelhos da Marinha Grande, Leiria, Pombal e Alcobaça, bem como a distribuição de milhares de refeições quentes em contextos de emergência, reforçando que a integração da informação é determinante para respostas mais eficazes.
No balanço final da sessão, foram partilhadas lições aprendidas e desafios locais, tendo sido sublinhada a necessidade de reforçar a resiliência das pessoas e das comunidades, assegurar maior autonomia energética, garantir sistemas de comunicação independentes e redundantes, reforçar a vigilância e o apoio tecnológico à proteção civil e apostar numa preparação mais especializada e contínua para a antecipação e resposta a eventos extremos.
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