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PLANTAÇÃO DE 500 PINHEIROS ASSINALAM 5º CENTENÁRIO DA CIRCUM-NAVEGAÇÃO POR FERNÃO DE MAGALHÃES

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Teve início esta segunda-feira, 8 de novembro, a ação de plantação de cinco centenas de pinheiros-bravos no Pinhal do Rei, na Marinha Grande, por jovens de todo o País, no âmbito das comemorações do V Centenário da primeira viagem de Circum-Navegação liderada pelo navegador português Fernão de Magalhães.

Trata-se de uma iniciativa do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, enquadrada na Programação Oficial das Comemorações, da Estrutura de Missão do V Centenário, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Marinha Portuguesa, a Câmara Municipal da Marinha Grande e a Associação Agir Pelo Planeta.

A abertura oficial do evento ocorreu no Auditório da Resinagem, na presença do presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Aurélio Ferreira; do Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino; do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches; do Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Nuno Banza; do Presidente da Estrutura de Missão para as Comemorações do 5.º Centenário da Circum-Navegação, José Marques; de representantes dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, Defesa Nacional, Ambiente e da Ação Climática, da Presidência do Conselho de Ministros, da Marinha Portuguesa, dos Agrupamentos de Escolas, de entidades locais e alunos do concelho.

Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, recordou que “o nosso Pinhal é um espaço natural intimamente ligado à era dos Descobrimentos, à extração de madeira para a construção das primeiras Naus da Marinha Portuguesa. A Marinha Grande foi, ao longo da história, palco de referências à navegação, à singular obra de arborização dos areais móveis de Portugal e à génese da 1.ª Administração das Matas do Reino”.

O presidente destacou o facto da Marinha Grande ser “um dinâmico pólo industrial, sendo líder nas exportações e o concelho que mais contribui para o saldo da balança comercial do distrito de Leiria. O espírito empreendedor dos nossos empresários leva o nome deste território a todos os cantos do mundo, pela sua astúcia, excelência, resiliência e espírito de conquista”, sendo “uma das melhores formas de mantermos viva e honrarmos a herança cultural de Fernão de Magalhães, que evocamos nestas comemorações”.

Volvidos quatro anos desde o incêndio que dizimou o Pinhal do Rei, Aurélio Ferreira, salientou que “possuímos o sentido de dever público de tudo fazermos, no que estiver ao nosso alcance, para devolvermos o legado do “Pinhal da Marinha” às gerações mais jovens, que aqui hoje muito nos honram com a sua presença, e, nos acrescentam um sentido maior de responsabilidade”. O presidente da Câmara acrescentou que “temos a ambição de que através do trabalho em equipa e em ações concertadas com a tutela, possamos reunir sinergias para que a recuperação da Mata Nacional de Leiria, e dos imprescindíveis serviços ambientais que presta às populações, se tornem uma realidade”. “A Floresta e a inovação nos vão ajudar a construir a Marinha Grande como uma cidade tecnológica no meio da natureza”, concluiu.

O Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, afirmou a “prioridade absoluta que tem sido a Mata Nacional de Leiria”, no âmbito da sua reflorestação para que as próximas gerações a possam conhecerem como foi antes do incêndio. Evocou também a sua importância ambiental e a necessária tomada de medidas urgentes para a redução das emissões de carbono em todo o País e no planeta.

Para o Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, a primeira viagem de circum-navegação “é um momento marcante para o país e uma das melhores páginas da nossa história”. O governante lembrou “a responsabilidade do Pinhal de Leiria que começou por ser plantado para defender a nossa costa do mar e para a construção de navios”. Fez alusão aos meios aéreos que têm sido adquiridos pelo Ministério da Defesa Nacional, para o combate de incêndios e a prevenção de fogos.

O presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Nuno Banza, admitiu que “a escala da floresta não é, garantidamente, a escala temporal das nossas gerações, mas isso não nos deve desanimar nem assustar pelo facto de, provavelmente, os jovens que hoje se estão a envolver nos trabalhos de restauro da Mata” não estarão, um dia, à sombra destas árvores. "É precisamente esse espírito abnegado de construção de um futuro sustentável, que não é só para nós, é para todos”, que dá um contributo não apenas aos marinhenses, mas ao País e ao mundo.

O Presidente da Estrutura de Missão para as Comemorações do 5.º Centenário da Circum-Navegação, José Marques, informou que a iniciativa pretende “aprofundar o conhecimento sobre aquela que terá sido a mais arrojada expedição náutica da humanidade”, com a reflexão sobre a sustentabilidade do nosso planeta”. A plantação no âmbito do projeto 500 Magalhães “convoca-nos a uma reflexão e a uma atitude para criar junto de todos, sobretudo dos mais jovens, um mundo melhor, com o simbolismo que lhe está associado”. José Marques acrescentou que “estamos aqui, num ato simbólico mas um ato que representa uma atitude responsável de chamarmos a atenção para o património florestal”.

Após a cerimónia, os participantes rumaram ao Talhão nº 289 do Pinhal do Rei, localizado junto à Ribeira do Rio Tinto, próximo do Tremelgo, para a plantação de 50 pinheiros-bravos. Ao longo de toda a semana, 500 jovens provenientes de diversas escolas da região centro e da Marinha Grande, irão plantar um total de 500 pinheiros na Mata Nacional de Leiria e refletir sobre os desafios para a sustentabilidade ambiental. Cada árvore plantada por um jovem voluntário simboliza um ano desde o começo da expedição marítima liderada por Fernão de Magalhães, em alusão à importância que a Mata Nacional de Leiria deteve para a construção das naus na época dos descobrimentos.

Esta iniciativa contribui, igualmente, para o reconhecimento da floresta como um fabuloso ativo nacional em termos ambientais, económicos, sociais e culturais. Este ativo enfrenta o grande desafio das alterações climáticas e colapso da biodiversidade, cuja tendência é o agravamento dos riscos já existentes – incêndios, pragas, eventos climatéricos extremos, desertificação dos solos – associados aos problemas estruturais da floresta numa parte considerável do território.

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