MARINHA GRANDE APRESENTA UMA RENOVADA AGENDA CULTURAL PARA O TEATRO STEPHENS
O Município da Marinha Grande levou ao palco do Teatro Stephens, no dia 18 de dezembro, a programação artística e cultural do mesmo até ao final de abril de 2026, que se afirma com projetos ecléticos, com atuação em várias áreas artísticas, atividades que envolvem a comunidade e programação para famílias, nomeadamente pensado para o público infantojuvenil.
A sessão contou com a presença do vereador da Cultura, Sérgio Silva, que destacou a importância de viabilizar o acesso a atividades de participação comunitária, nomeadamente oficinas, sublinhando que “muitos jovens criadores precisam de plataformas para produzir e para se dar a conhecer, permitindo catapultar-se para outros palcos”. Salientou, de igual forma, que a programação “vai às raízes, vai à comunidade, vai falar com pessoas que têm que ver com a identidade marinhense”.
Conduziu a reunião o diretor artístico do Teatro Stephens, Carlos Veríssimo, que guiou os presentes na viagem pela programação do quadrimestre que se segue (janeiro a abril), com um novo e diferenciado design. Destacou a relevância atribuída às palavras que iniciam a agenda, clarificando serem valores que pretende ver espelhados no trabalho de todos os envolvidos e, consequentemente, na programação cultural. Intentando cultivar cultura na comunidade da Marinha Grande.
No âmbito da música, destaca-se Samuel Úria, em comemoração da revolta vidreira do 18 de janeiro de 1934, e Milhanas.
Já nas artes performativas, a Tita Maravilha, vencedora do Prémio Revelação do Teatro Nacional D. Maria II, Daniela Cruz, com o belíssimo “Ocelo”, Mónica Vale de Gato, com um momento de Stand Up, a peça “Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar O Presente Frágil”, de Hugo Calhim Cristóvão e Joana Von Mayer Trindade. A encenação de Ricardo Neves-Neves, um dos mais entusiasmantes encenadores portugueses, que nos traz “Definitivamente as Bahamas”, onde emergem Custódia Galego e Marques D´Arede, que são presença marcante em teatro e televisão.
Os nossos destaques não vão apenas para os artistas conceituados, mas também para projetos como:
- Coro Comunitário Improvisado (com chamada a participação de pessoas que queiram cantar ou apenas participar num projeto em comunidade), liderado pela Inês Apenas;
- Morrer Pelos Passarinhos, uma peça em 7 atos, com cerca de 3horas e 30 minutos, que deambulará – e o público, por vários espaços culturais, com a Lígia Soares e o Henrique Furtado, com participação de artistas marinhenses – resultado de processo de oficinas de criação, dadas pelos artistas convidados.
- Ciclo à Margem, que destacará várias práticas artísticas e artistas marinhenses, na área da música, artes visuais, performance e audiovisuais.
- Ciclo de Programação para o Dia Internacional da Mulher, onde se apresentadas conversas, performances, música, num programa curatorial desenvolvido por mulheres e produzido inteiramente por mulheres;
- Quarteirão Cultural para a Interculturalidade, que unirá artistas e práticas culturais de várias zonas do mundo.
Salientamos, inclusive, projetos para famílias, público infantojuvenil e geral, que numa lógica de permanência no território, desenvolverão ações com as escolas, instituições e agentes culturais locais. Designadamente, a Companhia Marionet, que durante 3 meses unirá teatro e ciência, Ana Madureira e Vahan Keorpvian, que apresentarão peças, conversas e oficinas e Márcia Lança, que apresenta o premiado Dentro da Cabeça.
Este programa cultural estende-se até ao final de abril de 2026, com iniciativas distribuídas por vários espaços da cidade, maioritariamente no Teatro Stephens, mas também o Edifício da Resinagem e o Núcleo de Arte Contemporânea.
Junte-se a este início de ano com música, teatro, dança e oficinas para todos.
Consulte a programação global, disponível no site do Teatro Stephens.
Para saber mais: