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Ribeiro de São Pedro de Moel

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O Ribeiro de São Pedro de Moel é um curso de água corrente que atravessa a floresta litoral para se fundir com o Oceano Atlântico, onde desenha, de forma desigual, a sua foz no extenso areal da praia dourada (Praia Velha). Situado no seio do Pinhal do Rei, o pequeno ribeiro convida à realização das mais diversas atividades, desde um piquenique a um simples passeio, para contemplar um lugar que surpreende pelos seus jogos de luz e árvores notáveis que constroem recantos de rara exuberância. Este ribeiro tem uma grande importância ecológica, dada a biodiversidade das espécies florísticas e faunísticas associadas. Esta biodiversidade deve-se ao facto de possuir água durante todo o ano.

Possui ainda uma importância peculiar como barreira à progressão de incêndios, dado ter associado um cordão de espécies ripícolas, composto por folhosas de reduzida combustibilidade, constituindo uma descontinuidade às manchas de resinosas existentes nas zonas limítrofes.

Nas margens dos cursos de água desenvolve-se uma comunidade vegetal com características de floresta indígena local. Estes bosquetes revestem-se de importância no que respeita à variedade de espécies que aqui ocorrem. À semelhança do que acontece em habitats similares, junto dos cursos de água, toda a comunidade vegetal constituinte deste meio assegura a proteção das margens do ribeiro e proporciona refúgio e alimento a numerosas espécies animais.

No Ribeiro de São Pedro de Moel coexistem bosquetes mistos de caducifólias autóctones, onde se destaca o carvalho alvarinho (Quercus robur) pela sua abundância. Também o carrasco (Quercus coccifera), existente em zonas de menor humidade, está presente nas vertentes mais elevadas. Para além destas espécies, surgem no estrato arbustivo e sub-arbustivo, a gilbardeira (Ruscus aculeatus), o loureiro (Laurus nobilis), o folhado (Viburnum tinus) entre outras espécies de Pteridophytas em que dominam o feto real (Osmunda regalis), o polipódio (Polypodium australe) – sobre os troncos caídos em decomposição – e a erva pinheirinha (Equisetum arvense). Do ponto de vista faunístico, este local adquire naturalmente importância, uma vez que constitui uma área de grande biodiversidade, proporcionando alimento e refúgio para diversas espécies de répteis, aves e mamíferos, destacando-se o gaio (Garrulus glandarius) e a geneta (Genetta genetta), espécie protegida incluída no Anexo III da Convenção de Berna, que embora presente em toda a mata, seleciona preferencialmente este habitat.

Situada nas vertentes abruptas que constituem as margens do Ribeiro, a região denominada Felícia surge como um dos locais ideais para a realização de passeios pedestres, onde se podem contemplar algumas espécies representativas da flora autóctone do país.

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