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Turismo Marinha Grande
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Freguesia da Moita

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O topónimo Moita deriva do arbusto “moita”, que se observa com abundância no ecossistema que constituí o Pinhal do Rei.

Tal como a maioria dos restantes habitantes da região que constitui atualmente o concelho da Marinha Grande, também os primeiros habitantes da Moita ter-se-ão aqui fixado no reinado de D. Dinis (1279 – 1325) para ajudar a desenvolver a sementeira do Pinhal do Rei. A aldeia da Moita terá nascido por volta do ano de 1500 e constituía uma vintena, estatuto semelhante ao atribuído atualmente às freguesias. Documentos do séc. XVIII atestam a existência de uma capela dedicada a São Silvestre que se manteve ao longo dos tempos como padroeiro da Moita, sendo ainda hoje o seu Santo devoto, cujas celebrações ocorrem no mês de junho.

A povoação acabou por perder o estatuto de vintena em meados do séc. XVIII e, sob o jugo administrativo dos monges de Cister, passou a pertencer à Junta da Paróquia de Pataias do concelho de Alcobaça, apesar da proximidade com a freguesia da Marinha Grande.

Nesta altura a sua população trabalhava na indústria vidreira, entretanto instalada na Marinha em 1748. O desenvolvimento desta indústria proporcionou mais empregos e a procura de oportunidades de trabalho na Marinha Grande levou à fixação de pessoas no lugar da Moita. Foi este desenvolvimento da região que levou o Tenente Coronel de Engenharia Frederico Luiz Guilherme de Wernhagem, Administrador Geral das Matas do Reino e pessoa influente junto da Corte, a sugerir às mais altas instâncias a elevação da Marinha Grande à categoria de concelho. Assim, em 1836 formava-se o novo concelho de que faziam parte as seguintes freguesias: Marinha Grande, Vieira de Leiria, Carvide, Monte Real, Maceira e o lugar da Moita, desanexado, entretanto, de Pataias. Tratou-se de juntar os povos à volta do Pinhal. Contudo, dois anos depois, em 1838, o concelho da Marinha Grande era precocemente extinto e o lugar de Moita voltava para a jurisdição de Pataias.

Durante anos a Moita reivindicou a sua libertação do concelho de Alcobaça e a sua reintegração no município marinhense.

Mesmo com a restauração do concelho da Marinha Grande em 1917 e com a elevação a freguesia em outubro de 1985, a Moita não conseguiu a sua transferência de concelho.

Porém, os moitenses nunca se resignaram e em 1999 é constituída uma comissão que englobava cidadãos das mais diversas profissões e ideologias políticas, denominada “Amigos da Moita”. Teve como objetivo elaborar um documento reivindicativo justificando o direito à mudança de concelho.

A 19 de abril de 2001 os protestos e exigências dos moitenses são, finalmente, atendidos na Assembleia da República, ficando a Moita a pertencer oficialmente ao concelho da Marinha Grande desde o dia 12 de julho de 2001: o anseio dos moitenses acabou por ser satisfeito ao fim de 163 anos.
A primeira freguesia a ser desanexada de um concelho depois de 25 de abril de 1974 comemorou a sua reintegração no concelho marinhense, com uma festa de cariz popular, que ocorreu em 9 de setembro de 2001. A evolução e o progresso da Moita são notórios, sendo hoje uma terra pujante de vida e de força, graças à sua indústria – principal sustentáculo económico – dispersa por um conjunto de atividades, onde predomina a tecnologia de ponta em áreas tão diversas como os moldes, os aços, os plásticos ou os móveis.